História “one-shot” de um robô super-herói criado em 1986 para um público juvenil a pedido de um editor de histórias deste gênero, em quatro etapas de desenvolvimento:
Versão de 1986
História de origem desenhada e arte-finalizada em preto e branco, sem planejamento prévio: a história era escrita durante o desenho de cada página.Versão de 1989
Escrita através de storyboards que já aplicavam várias técnicas mostradas aqui de forma apropriada, mas que falhava justamente por não conseguir comover nem despertar empatia.Versão de 2003
Apenas anotada como sinopse estendida, em forma de descrição textual sem estrutura literária ou cuidados; definiu o “cânone” de origem do personagem, melhorou a interação entre ele e os demais, com ênfase tanto para a “dor” dos coadjuvantes quanto para o próprio desejo do antagonista, porém não conseguiu o apelo desejado, já que, pela trama, o herói da história (e de sua posterior série) começava apenas como um “McGuffin” (objeto ao redor do qual giravam as ações dos demais personagens), e só então age para encerrar a história como um “Deus Ex-Machina” (ironia!) para um final (mais-ou-menos) feliz; ninguém aprecia e muito menos se solidariza com um protagonista “aterrissei de paraquedas aqui na história e nem sei lá por onde eu vou depois daqui”.Versão “inspiração pela escrita em andamento”
Nova história e roteiro que aplica todos os ensinamentos práticos e conceituais, simulando um episódio de uma série preexistente que apresenta o protagonista e seu desejo central (sem flashbacks exaustivos que quebram o ritmo da narrativa), visando a empatia com o leitor. Antevê uma mudança de público, menos infanto-juvenil e mais jovens-adultos (seguindo o modelo de sucesso atual da literatura sob medida para “young adults”. Os progressos serão acompanhados por seguidores em comunidade de engajamento difundida por redes sociais.

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Elogio ou crítica? nunca censuro nada, mas... não ABUSE! hehehe