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O resgate das memórias e perdas que ninguém parece se importar...

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“A Prisioneira D’Alma (Sérgio Molina e Lílian Jacoto, interpretado pela banda Canastra) Cada detalhe me comove Me mexe, eu deixo me envolver E de tal modo que eu fico louco E loucomovo o mundo eu levo Cada detalhe... Eu tenho as mãos atadas com carinho Eu venho e me emociono aos pouquinhos Eu sinto a sombra, a morte é branca Eu sinto o frio, a morte é neve And never more tive um amor” (http://www.molamusical.com.br/discografia.php) “Quando Ismália Enlouqueceu (Sérgio Molina e Lílian Jacoto, interpretado pela banda Canastra) Ao longe, o mastro de um navio Percorre o mar, até o céu. Vai longe e busca o nunca mais, vai longe e busca o nunca mais. O breu da bruma esconde a quem? Que olhos têm a escuridão que encobre a torre de marfim? Que ouvido sonha o canto atroz? Que lábios sentem o fado meu? Qual olho espreita a nau veloz? Que mágoa tece o fardo seu? Dispersa, a noite se perdeu, sonhando à nau acompanhar, porém, girando em solidão pergunta a esmo sem cess...

Deus está nos detalhes... e o diabo, também!

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Elegias A melhor coisa de você ter uma audiência composta apenas por pouquíssimas pessoas é que você tem a liberdade de postar qualquer besteira apenas para manter o hábito da escrita e afugentar os demônios da imaginária e doentia falta de inspiração (o outro nome da preguiça). Queria antes escrever histórias que impressionem, que gravem pelo fogo da inspiração sua trajetória na lembrança dos leitores, que acabem virando comentários casuais em rodinhas de amigos reunidos, que virem sátiras e trollagens em posts de facebook, que emocionem as pessoas até que o boca-a-boca as espalhem para muito além do gueto e do nicho. Quero pegar situações do cotidiano, vivências reais ou medos reais das pessoas, dramas passíveis de comoção, identificação, interesse por quem gosta de acompanhar a vida alheia, ou mesmo gosta de um entretenimento baseado em obras ficcionais. E tenho particular apreço por fugir da “estética” do cronista, e reinventar tudo, simbolizar e metaforizar, o que gosto de cha...

Indo longe demais na retomada...

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A tarefa deveria ser simples. Atender a demanda, isso bastava. Uma tarefa simples e banal, sem complicação, de entrega simples. Apenas meia hora do meu tempo, nada sofisticado, elaborado. Apenas a retomada após uma devastadora e prolongada hibernação, sob os auspícios da procrastinação permanente. Era uma premissa interessante: se eu me sentia bloqueado em função da grandiosidade e da quantidade de elaboração que apliquei na reconcepção de meus personagens e de minha série, e se era o vulto e a premisumível trabalheira que vislumbrei para materializá-los que me fazia travar e partir para uma procrastinação permanente, então eu deveria me exercitar com coisas muito menores e menos intimidadoras. Seria como um simples exercício descompromissado, como aqueles treinos copiando desenhos de anatomia só para melhorar a técnica: não é para fazer e sair por aí mostrando, é desenferrujar músculos. Praticamente como um ex-praticante de atividades físicas que resolve retomar os exercícios, e so...

Transformando situações da vida em quadrinhos (1)

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Pergunta lançada numa comunidade de quadrinhistas do orkut. Estranhamente, depois da minha postagem, ninguém comentou nada, mas como a sugestão está valendo até para eu mesmo, postei aqui no blog para angariar comentários... Preciso de alguém que saiba escrever uma HQ Gente,Quero fazer uma revista em quadrinhos da minha história com meu noivo, já escrevi toda a histórioa(eu narrando), mas não sei fazer textos para revista em quadrinhos.... Preciso transformar esse texto narrado em texto para histórias em quadrinhos.Alguém sabe fazer isso? Citar Fernando Aoki o Slang - 28 de ago Autobiografias são engraçadas... e você optou por fazê-la em História em Quadrinhos, muito bem. Parece uma coisa de finalidade bem pessoal e particular, curtição e partilha de uma situação comum. Fato muito provável (me mandem para aquele lugar caso eu esteja errado): os eventos que levaram vocês dois a se reunirem MUITO PROVAVELMENTE são mais interessantes do ponto de vista AFETIVO de vocês dois,...

A morte, a torcida e o José Roberto Pereira

“Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida” Provérbio Chinês Definitivamente fiquei absurdamente afetado pela morte de meu amigo José Roberto Pereira. Normalmente eu já empurro com a barriga e fico adiando os posts, as atualizações, e mesmo respostas em rede social, como formspring e facebook. Dessa vez, demorei muito mais que um mês para me manifestar. Não dá para negar, foi cagaço puro, sempre tinha um compromisso de fim-de-semana, esticadas no serviço (justificadas, pelo menos), mas nada de proferir alguma declaração pública acerca da morte de alguém que, a despeito do distanciamento dos últimos tempos, eu considerava meu amigo, e certamente foi uma personagem que muito influenciou meu pensamento acerca da produção de quadrinho (embora não tenha sido suficiente para me fazer sair de meu comodismo covarde de ausência total de produção própria). Eu não posso me furtar a dizer que me considerava amigo dele. E certamente ti...

A primeira aventura - RESGATANDO VELHARIA

Depois de postar a HQ antiga como álbum do facebook, acabei chamando a atenção de gente que gostou tanto da peça que acabou divulgando em seu espaço , e, de quebra, ainda refazendo o CBR como uma revista com editorialzinho ! clique no link para apreciar a doideira!

http://migre.me/60Q1L "Sem platéia não há cinema" - A lição desaprendida do quadrinho nacional, temo eu!...

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