sexta-feira, 8 de julho de 2011

Para sair da procrastinação: a japaiada demorou quase duas décadas para fazer um filme live-action com aquele “toroço” do anime do Patrulha Estelar - Star Blazers - Yamato. Bastou insistir e não desistir (tudo bem que ficou outro “toroço”). Why not me?

Para sair da procrastinação: a japaiada demorou quase duas décadas para fazer um filme live-action com aquele “toroço” do anime do Patrulha Estelar - Star Blazers - Yamato. Bastou insistir e não desistir (tudo bem que ficou outro “toroço”). Why not me?

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mil Nomes, Guardião do Infinito - Personagem e Autor em Evolução Espiritual

Crítica do Livro “Mil Nomes” de JRP



Ao completar a leitura de Mil Nomes, romance de José Roberto Pereira Saito divulgado como “light-novel”, a primeira lembrança que me vem à cabeça é o antigo best-seller dos anos 70, “Fernão Capelo Gaivota”.


Neste famoso romance de Richard Bach, acompanhamos o inconformismo da gaivota homônima para com o status quo do bando de aves ao qual pertence, e sua busca individual pela perfeição através do aprimoramento, cada vez mais sofisticado, de suas técnicas de vôo.



Em Mil Nomes, a metáfora do aprimoramento espiritual é muito mais explícita, e acaba por evocar a trajetória de Fernão Capelo em virtude do tom messiânico que persevera ao longo de ambas as narrativas.



A trajetória de (re)descoberta do menino Hector com sua essência espiritual, resgatada naquele universo de pensamentos e símbolos após inúmeras encarnações, guarda enorme semelhança não apenas com a evolução da gaivota, mas também com as jornadas de autoconhecimento dos livros de Carlos Castañeda (“A Erva do Diabo”), e o didatismo com que este Supra-Mundo é apresentado ao leitor — a despeito da inclusão de elementos da cultura pop, como referências simbólicas de super-heróis, quadrinhos e música eletrônica dos anos 80 — remete tanto às teorias neurolinguísticas quanto às concepções simplistas de Rondha Byrne, a autora de “O Segredo”: “Peça, e o Universo te atenderá”.



Tal similaridade não me pareceu intencional. De qualquer modo, a trajetória do protagonista segue o molde clássico da “jornada do herói”, sendo que nos próprios textos de divulgação do livro, via site, blogs e podcasts, José Roberto Pereira Saito faz questão de reafirmar esta procedência como verdadeira.



O conceito das missões, do papel de Mil Nomes como herói e guardião do infinito, das explicações sobre o funcionamento das idéias e crenças na mente das pessoas, das revelações sobre as várias facetas da vida, da morte, da completitude e complexidade do amor materno, todos estes elementos evocam a noção de revelação de verdade espiritual, similar à dos livros citados anteriormente. E a própria importância que o protagonista adquire ao perceber quem ele é de fato, ao confrontar sua versão futura, faz com que o texto assuma ares messiânicos (“eu sou a verdade, o caminho e a luz”), voltando mais uma vez à semelhança com o livro de Richard Bach.

Certamente, o mais interessante do livro é justamente a ruptura final, quando o caminho a ser adotado pelo trio principal de seguir a autoridade constituída (L'Os) é renegado em prol da busca da autonomia, de seguir o próprio caminho. Essa é a mensagem mais importante da história, e porque não dizer, uma forma de metáfora coroando a própria vida pessoal do autor e seu contínuo e perpétuo discurso em prol da liberdade pessoal como valor máximo de uma pessoa, e da inconformidade e da rebeldia levado às últimas conseqüências. Esse é o grande diferencial em relação às teses defendidas nos três livros supracitados: um modelo cosmogônico de funcionamento do universo é mostrado, mas a autoridade sobre o coletivo (ou divindade suprema) é renegado em prol de outra verdade maior ainda: a verdade do indivíduo, pessoal, particular, intransferível.




Um dos pontos altos do texto de Mil Nomes é a monumental capacidade inventiva de seu autor de criar descrições misturando elementos e referências cênicas de forma a tornar praticamente impossível passar toda a riqueza do texto para uma ilustração. Inclusive, a despeito da grande qualidade do traço de sua ilustradora, pessoalmente, senti enorme distância entre a riqueza de detalhes das descrições e aquele estilo de traço de mangá “clean”, de poucos elementos de detalhe (como os de Ossamu Tezuka ou da Rumiko Takahashi), mas preservando a essência da forma e a elegância das figuras. Não entendam isso como uma crítica negativa, pois não sei se seria o caso de ilustrar este romance com imagens saturadas de detalhes como os desenhos de Geoff Darrow - Hard Boiled, em parceria com Frank Miller. Simplesmente constatei a dicotomia, e ainda que não compreenda o porquê, há algo de proposital nesse descompasso entre o estilo simplificado da arte e a exuberância descritiva no texto.


Infelizmente, há que se criticar o tom extremamente explicativo, praticamente doutrinário, ao exibir e explicar o Supra Mundo logo após o menino Hector deixar o Devakan e ir atrás de seu destino. A impressão que tive foi semelhante à crítica que dirigi ao quadrinhista (e pesquisador) André Toral, numa convenção de quadrinhos (Poli-USP - 1992), acerca de seu recém-lançado álbum “Um Negócio do Sertão”: na minha visão, ele estava tão fascinado com a pesquisa que fizera para escrever a obra, que a vontade de colocar toda essa riqueza acabou sacrificando o lado ficcional, a força da narrativa (o final de “Negócio” me pareceu decepcionante face ao andamento da história e dessa mesma riqueza de referências pesquisadas apresentada). A mesma crítica do fascínio pela pesquisa comprometendo o andamento da história cabe aqui, e fico extremamente satisfeito de constatar que, ao abandonar o professoral e entrar na ação propriamente dita, a narrativa de “Mil Nomes” encontrou o seu rumo e caminhou para um final satisfatório.



Aproveito para comparar com o livro pregresso de José Roberto, “Mundos Sem Sol”: a despeito da mesma riqueza descritiva já estar presente neste primeiro romance, a impressão que tive ao comparar ambos os livros é que a narrativa do primeiro fluiu incrivelmente melhor do que a do “Mil Nomes”: todavia, e acredito haver algo de extremamente (mal)intencional, o final de “Mundos Sem Sol” pareceu-me precipitado, desconexado de todo encaminhar da narrativa até aquele ponto, praticamente uma ofensa à expectativa do leitor. Embora haja a metáfora do despertar de um sonho (especialmente com a questão da frustração do sonhante, ou no caso, o leitor que vinha acompanhando a história), a inabilidade com que a passagem da trama para o final tornou a experiência do livro extremamente frustrante.



Este segundo livro traz consigo, numa forma de metáfora que chamo de “realidade reinventada”, muitas das convicções particulares do autor, filtradas na forma de situações e ambientes narrativos. E, se por um lado, reclamei do excesso doutrinário do desenvolvimento do texto em sua primeira metade, por outro, só tenho elogios a fazer acerca dos clímaxes e da reviravolta da trama. E principalmente, elogio à coerência entre vida e discurso pessoal, devidamente retratados num texto de ficção.


Capa do Livro e desenhos de Márcia Harumi Saito. As ilustrações em preto e branco deste post, com minha arte-final, não foram utilizadas no livro.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Comentando o diário prático 1

Imaginário


Engraçado... desde os antiquíssimos tempos em que eu tentava fazer histórias de super-herói na Editora do Tony Fernandes, eu abraçava de coração as convenções de mundos de fantasia, assumidamente ficcionais e descompromissados da realidade... e aos pouquinhos, à medida em que vinham as tramas, os plots eram basicamente DERIVATIVOS DESCARADOS homenageando TODO O MEU REPERTÓRIO DE LEITOR E FÃ de quadrinhos, misturando e fazendo “piada” de entendendor que ninguém ia sacar, mas TERIA OBRIGATORIAMENTE DE SER LEGÍVEL.

Era pegar uma traminha passada num planetinha emulando o mundo medieval de Príncipe Valente, e SUPRIMIR DE TODA E QUALQUER MANEIRA O USO DE LEGENDAS DE NARRADOR, toda a ação tinha que ser “cinematográfica”, como a Graphic Novel da Piada Mortal (Moore/Bolland) ou do Ronin (F.Miller). Ou pegar uma trama homenageando as histórias da espada Selvagem de Conan, socar uma HISTÓRIA DE ROMANCE que nasceu de uma piada - o Príncipe Encantado ia tentar salvar a Princesa que acaba se apaixonando pelo vilão - e vira um drama daqueles filhodaputa desgraçado que nem as histórias mais tristes do Lobo Solitária, e eu fazendo questão de montar TODA A ESTRUTURA NARRATIVA EM CIMA DO MONSTRO DO PÂNTANO DO MOORE (ou o Miracleman, o encadeamento das páginas tava delicioso).

Repertório maldito por ser delineador de convenções absurdas a serem seguidas sem se saber porquê. Brincadeiras de iniciado que NINGUÉM VAI SACAR E MUITO MENOS CURTIR. E o bobo aqui fantasiando, rascunhando traminhas em papéis que foram perdidos ao longo do tempo, guardados com carinho em algum canto de minha memória, mas insuficientemente desanimadores do ponto de vista da motivação de trazer ao leitor mais repetições de coisas imaginadas há vinte anos atrás, superadas por autores nascidos NAQUELES BENDITOS ANOS.

Tornei-me superado... PELOS ESTRANGEIROS, e, entretando, por mais fracos e mal construídos em motivação que fossem minhas tramas calcadas apenas em histórias guardadas apenas na memória de um velho, não consigo ver autores nacionais trazendo este tipo de construção narrativa para a luz do dia... à exceção do Laerte quando dá para fazer séries longas.

O BK foi o cara que conseguiu exatamente o EFEITO QUE EU SEMPRE DESEJEI para as minhas histórias no quesito mobilizar emoções, especialmente no último trabalho dele, o Mil Nomes... Só que o negócio dele é NARRATIVA EM TEXTO LITERÁRIO. As histórias em versão quadrinho ESTÃO MIL ANOS AQUÉM DO QUE ELE CONSEGUE no texto, e por favor, NÃO CULPEM A DESENHISTA!!!! a Falha é DO ROTEIRISTA!!!! Sempre!

Ironicamente, a cada vez que reviro mentalmente, acabo PINCELANDO CADA VEZ MAIS METÁFORAS DE SITUAÇÕES CAPTADAS DA REALIDADE e incorporando à trama.

Minha pretensão atual é tomar como premissa o MUNDO IMAGINÁRIO, totalmente inventado, e SOCAR METÁFORAS e SITUAÇÕES que remetem DIRETAMENTE A COISAS QUE SÓ PODERIAM ACONTECER NO BRASIL. O caminho oposto ao realismo, mas que filhos de uma puta como Gene Roddenberry e Alan Moore EMPREGAM COM DESTREZA para poder falar de temas e assuntos SEM SEREM BARRADOS POR CENSURAS (era tudo ficção descompromissada... não era?)

Eu sempre me remeto à lenda de que o francês criador da Barbarella teve de jogar a puta da personagem lá no século XL (quarenta) depois de Cristo para poder falar dos temas da revolução sexual em plena época em que ocorria. Eu quero tirar sarro da cara de burocratas encastelados em feudos dizendo o que é bom ou ruim para o povo, sem aludir diretamente à pessoas reais.

Essa É a magia da boa obra de ficção: não se prende à época e às referências temporais em que foi feita, TRANSCENDE, TRANSFORMA, SE RECRIA NA SUA PRÓPRIA REALIDADE INTRÍNSECA, e TOCA AS PESSOAS, fala diretamente a elas, ressoa na mente, distrai, entretém. Mesmo que sejam esquecidas quinze minutos depois.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tolinho... não tem essa de "desígnio". O que tem é culhão pra ir adiante, ou a bundamolice de escolher o caminho do fujão! (formspring)


Tolinho... não tem essa de “desígnio”. O que tem é culhão pra ir adiante, ou a bundamolice de escolher o caminho do fujão! Não sei quem vê tanto mérito no que eu PODERIA fazer, se tudo o que mais faço é soltar uma ou outra idéia que preste nos blogs e cia

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Aoki, você deveria ser uma mulher.
Não pela parte da viadagem, dar o cu, essas coisas.
Mas pela falação.
— Cara!
É-SÓ-DESENHAR!
Eu também tenho mulher, filho, trabalho e o caralho.
Só que decidi que quero tocar minhas coisas e pronto.
— Uma vez que você decide isso em sua mente, e reflete a mente em seu cérebro, as coisas começam a acontecer.
Você produz.
— Ah, mas a vida disso! Ah mas a vida daquilo! O caminho do fujão que...
— Tudo-papo-furado.
Tudo conversa mole.
Se a idéia existe, então existe uma vontade.
Se existe uma vontade, é preciso deixa-la fluir.
— Se você não a deixa fluir, inevitavelmente seu corpo vai entrar em "curto-circuito" com sua mente.
Daí, cedo ou tarde, explode alguma coisa de ruim na sua saúde.
Seja um problema renal, digestivo, ósseo, cerebral, tanto faz.
— Numa hora a merda te pega e você baixa hospital, e acaba com uma sonda enfiada goela abaixo.
— E aí você percebe que sua vida foi completamente inútil, que você não fez NADA do que queria, não obteve o MENOR GRAU DE ALEGRIA, felicidade, nada.
— Se teve, é porque ACHA que teve.
Se ACHA que teve, é seu Ego dizendo WOW!
— Ou seja, você fala demais apenas pra justificar sua própria inação.
Nada mais, nada menos.

Qualé a desses caras que vivem citando meu sacrílego nome em vão? (formspring)


O que o Aoki precisa para se tornar um grande mestre da HQ?

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Desenhar.





Qualé a desses caras que vivem citando meu sacrílego nome em vão? Um quase-quadrinhista não pode ganhar seu sustento digno sem que um curioso me indague porque não volto a desenhar?

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Tu não volta a desenhar porque é preguiçoso. Só isso.




porque não volto a desenhar? Responde que DESENHO é DESIGNIO, DIO SIGNO< que num é a gente q escolhe o que onde e como desenhar, somos como anjos, mensageiros e veículos do Divino , do Inconsciente Coletivo, da ANIMA MUNDI, do Campo Mórfico de Sheldrake !

Apresentando o personagem “Alma de Aço”

Começou como uma história “one-shot” (com começo-meio-e-fim no mesmo episódio) de um robô super-herói criado em 1986 para um público juveni...